sábado, 26 de novembro de 2011

Poesia é pura magia ... com Mário Quintana

“A amizade é amor que nunca morre”.


Biografia, obras e estilo literário 
Mário Quintana foi um importante escritor, jornalista e poeta gaúcho. Nasceu na cidade de Alegrete (Rio Grande do Sul) no dia 30 de julho de 1906. Trabalhou também como tradutor de importantes obras literárias. Com um tom irônico, escreveu sobre as coisas simples da vida, porém buscando sempre a perfeição técnica.
Sua infância foi marcada pela dor e solidão, pois perdeu a mãe com apenas três anos de idade e o pai não chegou a conhecer . Viveu na cidade natal até os 13 anos de idade. Em 1919, mudou-se para a cidade de Porto Alegre, onde foi estudar no Colégio Militar. Foi nesta instituição de ensino que começou a escrever seus primeiros textos. literários.

Já na fase adulta, Mário Quintana foi trabalhar na Editora Globo. Começou a atuar na tradução de obras literárias. Durante sua vida traduziu mais de cem obras da literatura mundial. Entre as mais importantes, traduziu “Em busca do tempo perdido” de Marcel Proust e “Mrs. Dalloway” de Virgínia Woolf.

Com 34 anos de idade lançou-se no mundo da poesia. Em 1940, publicou seu primeiro livro com temática infantil: “A rua dos cataventos”. Volta a publicar um novo livro somente em 1946 com a obra “Canções”. Dois anos mais tarde lança “Sapato Florido”. Porém, somente em 1966 sua obra ganha reconhecimento nacional. Neste ano, Mário Quintana ganha o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira dos Escritores, pela obra “Antologia Poética”. Neste mesmo ano foi homenageado pela Academia Brasileira de Letras.

Ainda em vida recebeu outra homenagem em Porto Alegre. No centro velho da capital gaúcha é montado, no prédio do antigo Hotel Majestic, um centro cultural com o nome de Casa de Cultura Mário Quintana.

Faleceu na capital gaúcha no dia 5 de maio de 1994, deixando um herança de grande valor em obras literárias.

Principais obras de
Mário Quintana:

Poesias
A Rua dos Cataventos,1940
Canções,1946
Sapato florido,1948
O aprendiz de feiticeiro,1950
Espelho mágico,1951
Poesias,1962
Quintanares,1976
A vaca e o hipogrifo, 1977
Esconderijos do tempo,1980
Baú de espantos,1986
Preparativos de viagem,1987
Da preguiça como método de trabalho, 1987
Porta giratória,1988
A cor do invisível, 1989
Velório sem defunto,1990
Água, 2001

Literatura Infantil

O batalhão das letras, 1948
Pé de pilão,1968
Lili inventa o mundo,1983
Nariz de vidro,1984
O sapo amarelo,1984
Sapato furado, 1994

Antologias

Antologia poética, 1966
Prosa & verso, 1978
Na volta da esquina,1979
Nova antologia poética,1981
Literatura comentada,1982
Primavera cruza o rio,1985
80 anos de poesia,1986
Ora bolas, 1994   


Pensamentos poéticos

Amizade
Quando o silêncio a dois não se torna incômodo.

Amor
Quando o silêncio a dois se torna cômodo.

O pior
O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso.

Verso perdido
... eu te amo a perder de vista ...

Alegre miséria
Os teus sapatos parece que estão rindo.  
                                                                                  Sapato furado, 1994

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

20 de novembro - Dia da Consciência Negra


GRAVATA COLORIDA 

Quando eu tiver bastante pão
para meus filhos
para minha amada
pros meus amigos
e pros meus vizinhos
quando eu tiver
livros para ler
então eu comprarei
uma gravata colorida
larga
bonita
e darei um laço perfeito
e ficarei mostrando
a minha gravata colorida
a todos os que gostam
de gente engravatada...

                                                     




Quem foi Solano Trindade?

Solano Trindade ( Recife,24/07/1908 - Rio de janeiro, 29/02/1974) foi um poeta brasileiro, folclorista, pintor, ator, teatrólogo, e cineasta.
Filho do sapateiro Manuel Abílio Trindade, foi operário, comerciário e colaborou na imprensa.
No ano de 1934 idealizou o I Congresso Afro -Brasileiro no Recife, Pernambuco, e participou em 1936 do II Congresso Afro-Brasileiro em Salvador, Bahia. 
Mudou-se para o rio de Jameiro, nos anos 40 e logo depois para a São Paulo, onde passou a maior parte de sua vida no convívio de artistas e intelectuais. Participou de um grupo de artistas plásticos com Sakai de Embu onde integrou na produção artística a cultura negra e tradições afro-descendentes.
Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Poesia é pura magia ...

Eu quero

Eu quero dançar,
mas o meu par não está.
Quem será este par?
Este par está aqui?

Vamos dançar.
Cadê o meu par?
Mas  o meu par sumiu.
Vamos dançar?

Vou dançar.
Mas com quem eu vou dançar?
Seu par está aqui?
Quem será este par?
Eu não sei quem é.

Será que eu não vou dançar?
Quem é este par?
Ninguém sabe quem é.
Será que eu vou dançar sem par.


Naiara Alves







quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Palavra de poeta

Cada poeta tem um jeito de olhar o mundo e "torna visíveis" coisas que estão a nossa frente e que nem sempre são percebidas. Cada vez que você lê um poema está dando oportunidade a um poeta de falar com você.
Portanto, apresento algumas das produções textuais dos alunos do 6º ano da E.E.Pio XII baseados nos autores Roseana Murray e Mário Quintana. 
São palavras de "meninos e meninas poetas" que falam de seus desejos e anseios, que dão receitas de olhar e imaginar, além dos mais variados  pensamentos poéticos.
Boa leitura!


Eu quero


Eu quero brincar, cantar e pular.
Eu quero ser livre, viver a vida. 
Eu quero um buquê de amor
jardim com flor.
Eu quero asas de borboleta 
ir bem na colheita.
Eu quero gotas de chuva 
com pingos de uva.
Eu quero dar um mergulho
com orgulho.
Eu quero um pé de amora
sem demora.
Eu quero um vaso de plantas
e um pássaro que canta.
Eu quero um pé de jabuticaba
que não se acaba.
Eu quero um rio, um rio belo
é tudo o que eu quero.


                             Victória Alkmim

Esta é Victória, aluna do 6º ano Herbert Frota.
Autora de alguns poemas já publicados
 no site www.recantodasletras.com.br
Acessem  e apreciem.
Boa leitura! 


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Poesia é pura magia ...


Eu quero
Eu quero um cacho de beijos
para levar para minha irmã
e também um quilo de nuvens
para a minha gatinha anã.
Quero um pedaço de arco-íris
para plantar num vaso de barro,
um pedacinho do azul do céu
para pintar o meu jarro.
Essas coisas todas eu quero
e não sei onde comprar
  Quem souber onde eu encontro 
 que venha me avisar


 Roseana Murray





 RECEITA de felicidade

Palavra teia que se tece
A cada curva da vida
Com ventos e veludos
Florestas de mistérios

Interminável bordado
Cada ponto é alado

RECEITA para dias de chuva

Dia de chuva é para viajar
Na neblina e no vento
Para dentro para dentro

Um livro fechado espera
Que se abram as suas portas
Com as chaves do pensamento

Roseana Murray

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sarau poético

Aproxima-se o dia do nosso Sarau poético. E o 6º ano irá expor painéis poéticos. O tema é "Palavras encantadas". Iremos retextualizar (retextualização é entendida como: transformação de um texto em um novo texto) alguns poemas da autora Roseana Murray, baseados nos livros "Fardo de Carinho" e "Receitas de olhar". Conheça um pouquinho da história dela.

Quem é Roseana Murray

"Digo como Neruda, poeta que amo: para nascer nasci. Para fazer poesia, amar, cozinhar para os amigos, para ter as portas da casa e do coração sempre abertas. Nasci num dia quente de dezembro, em 1950, dois meses antes do previsto, numa clínica em Botafogo. Sou filha de imigrantes poloneses, Lejbus Kligerman e Bertha Gutman Kligerman, que vieram para o Brasil antes da Segunda Guerra fugindo do antissemitismo. Passei a infância no bairro do Grajaú, no Rio de Janeiro.
Gosto de mato e silêncio, não sou nada urbana. Durante muitos anos vivi em Visconde de Mauá, mas troquei Mauá por Saquarema em 2002, já que uma cirurgia na coluna tornou a montanha quase intransponível. Mas o meu filho André Murray continua lá tocando as suas árvores e panelas no Restaurante Babel : ele é Chef de Cozinha. Meu outro filho é músico,  o Guga . Ele  vive em Granada , na Espanha e tem um trio no Brasil, o Um Trio Vira-Lata. Eles são filhos do meu primeiro casamento. Desde 1997 estou casada com o Juan Arias, jornalista e escritor . Tenho muitos livros publicados e leitores de todas as idades, aliás não acredito em idade, mas sim em experiências vividas. Fico muito feliz quando penso que um poema que escrevi aqui na minha mesa, sozinha, chega a lugares tão distantes e emociona tanta gente". 

Roseana Murray

Biografia

Nasceu no Rio de Janeiro em 1950. Graduou-se em Literatura e Lingua Francesa em 1973 (Universidade de Nancy/ Aliança Francesa).

Publicou seu primeiro livro infantil em 1980 (Fardo de Carinho, ed. Murinho, R.J). Em 2011 tem mais de 60 livros publicados. Tem dois livros traduzidos no México (Casas, ed. Formato e Três Velhinhas tão velhinhas, ed. Miguilim/ Ibeppe) . Seus poemas estão em antologias na Espanha. Tem poemas traduzidos em seis linguas ( in Um Deus para 2000, Juan Arias, ed. Desclée e Maria, esta grande desconhecida, Juan Arias, ed. Maeva.).

Recebeu o Prêmio O Melhor de Poesia da FNLIJ nos anos 1986 (Fruta no Ponto, ed. FTD), 1994 (Tantos Medos e Outras Coragens, ed. FTD) e 1997 (Receitas de Olhar, ed. FTD).

Recebeu o Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte em 1990 para o livro Artes e Ofícios, ed. FTD, S.P.
Entrou para a Lista de Honra do I.B.B.Y em 1994 com o livro Tantos Medos e Outras Coragens tendo recebido seu diploma em Sevilha, Espanha.

Recebeu o Prêmio Academia Brasileira de Letras em 2002 para o livro Jardins ed. Manati, R.J como o melhor livro infantil do ano.

Participou ao longo destes anos de vários projetos de leitura. Implantou em Saquarema, em 2003, junto com a Secretaria Municipal de Educação, o Projeto Saquarema, Uma Onda de Leitura.

http://www.roseanamurray.com/index.asp


Para saber mais sobre esta autora tão surpeendente e cativante acesse o link acima. Tenho certeza que irá gostar. 
Beijos
Profª. Florência Vieira


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Leia!

Aula de Leitura
              Ricardo Azevedo

A leitura é muito mais
do que decifrar palavras.
Quem quiser parar pra ver
pode até se surpreender:
vai ler nas folhas do chão,
se é outono ou se é verão;
nas ondas soltas do mar,
se é hora de navegar;
e no jeito da pessoa,
se trabalha ou se é à-toa;
na cara do lutador,
quando está sentindo dor;
vai ler na casa de alguém
o gosto que o dono tem;
e no pêlo do cachorro,
se é melhor gritar socorro;
e na cinza da fumaça,
o tamanho da desgraça;
e no tom que sopra o vento,
se corre o barco ou vai lento;
também na cor da fruta,
e no cheiro da comida,
e no ronco do motor,
e nos dentes do cavalo,
e na pele da pessoa,
e no brilho do sorriso,
vai ler nas nuvens do céu,
vai ler na palma da mão,
vai ler até nas estrelas
e no som do coração.
Uma arte que dá medo
é a de ler um olhar,
pois os olhos têm segredos
difíceis de decifrar.

( Dezenove poemas desengonçados.São Paulo,Ática,1999)




Ler é sempre muito bom.
Ouçam a história da "Menina que odiava livros". Por que será que ela odiava os livros?


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Dia da Pátria


No dia da Pátria ou 7 de setembro de 1822, D. Pedro, próximo ao riacho Ipiranga, levantou sua espada e gritou: " Independência ou Morte !" Este é um fato histórico e se você deseja saber mais acesse o link desta enciclopédia digital e pesquise .

http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_da_Independ%C3%AAncia_do_Brasil

Agora leia e ouça o Hino da Independência.

Hino da Independência do Brasil
Já podeis da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil
Já raiou a liberdade,
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil,
Houve mão mais poderosa,
Zombou deles o Brasil;
Houve mão mais poderosa
Houve mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Não temais ímpias falanges
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil;
Vossos peitos, vossos braços
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Parabéns, ó brasileiros!
Já, com garbo varonil.
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil;
Do universo entre as nações
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
 Fonte: letras.terra.com.br




                                                              Vídeo do You tube

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Vamos jogar?

Este link apresenta alguns jogos na área de Língua Portuguesa. Espero que gostem.
Então, vamos jogar?

http://cvc.instituto-camoes.pt/aprender-portugues/a-brincar/jogos-lexicais.html

Escolha o seu jogo e boa sorte!


Novas turmas

Olá, pessoal!
Essas são minhas novas turmas.

6º ano Herbert Frota

6º ano Cecília Meireles



6º ano Rui Barbosa




A Escola Estadual Pio XII volta às aulas!

Esperamos por todos vocês!